11 de janeiro de 2013

(fantasma) - Francisco Slade

Então, é o meu primeiro post como colaboradora do blog da Joice então, só me apresentando rapidinho:
Meu nome é Mariane - mas é um nome muito grande, pode chamar só de Mari mesmo - tenho 17-quase-18 anos e atualmente estou trabalhando no meu primeiro romance, investindo nessa carreira doida que é ser escritor (publico meus textos no blog Trezes). Por aqui vou trazer uns livros que acho super dignos de leitura por inúmeros fatores, enredo, linguagem, originalidade... Enfim!

Minha primeira dica é o livro (fantasma) - assim entre parênteses e começando com minúsculo mesmo - do autor carioca Francisco Slade.
Aliás, 'Metalinguagem', poderia ser o segundo nome deste livro.

"cada um é sua própria história mal contada"
 (fantasma), pag. 131 

Arto é um escritor antissocial e melancólico que, por falta de opção financeira, aceita adaptar o livro que está escrevendo para uma peça de teatro. A história é de João, um jornalista que só consegue falar uma mísera frase. No decorrer da adaptação e da criação da história, o autor vai se confundindo com o personagem, os dois se misturam na história um do outro.
À medida que a história se enrola, cada vez mais o texto toma uma linguagem própria que mistura muitas referências sonoras e por isso, deve ser lido com muita atenção.

"(viver me parece uma busca constante de paliativos para a solidão
Mas não existe paliativo para a solidão
Impossibilidade semântica
Não,
Matemática.)" 

(fantasma) pag. 135

A confusão entre autor e personagem é lenta e gradual, demarcada pelos capítulos, Arto, João, Arto, João... Engraçado é quando acontece algo muito sério com o Arto, por exemplo, você morre de ansiedade pra saber o que acontece depois, mas aí o capítulo termina e você volta para a história de João; e mesmo que a história de um se complete na história do outro, a curiosidade permanece. Esse estilo me lembra o livro "O Outro lado da Meia-Noite" do Sidney Sheldon, onde os capítulos variam entre as duas personagens principais, Noelle e Catherine.

Provavelmente você se surpreenderá algumas vezes, sentindo-se constrangido, irritado, mais constrangido ainda, mal contendo a repugnância que lhe sobe. Os floreios nas palavras do Slade distam bastante do que a gente considera romântico. Cru e seco são palavras que definem melhor. Mas ainda sim, profundo, com alma.
Além da própria história, vale a pena a leitura por isso que eu falei, e falei de novo. A linguagem que o Slade emprega é muito diferente de tudo o que eu já tinha visto antes além da sequência final é uma deliciosa série de surpresas.

Até a próxima resenha, people.

2 comentários:

Cianaí Cato disse...

Obaa!! Parabéns pelo Blog

Ronan Azarias disse...

Olá! Adorei o seu post.!!!

 renata massa