14 de março de 2013

Especial Turnê Literária com Maurício Gomyde


   
Maurício Gomyde
Olá pessoal! Depois de várias entrevistas do nosso especial, enfim chegou o nosso último entrevistado.
Quero agradecer a cada autor por ter participado e respondido as perguntas com tanto carinho.
Foi muito bom conhecer vocês e poder conhecer um pouco mais desse belo trabalho.

Agora vem comigo, pegue seu cafézinho e venha conferir de perto a conversa com esse querido autor.

Quando e como descobriu a sua paixão em escrever?


Esta descoberta veio naturalmente desde a infância. Fui uma criança que leu muito, que teve a influência dentro de casa. Meus pais sempre estavam com um livro à mão, então o gosto pela escrita acho que veio daí. O momento em que você senta e decide colocar para outros lerem suas histórias já requer que seja mais maduro. Escrevi meu primeiro romance “O Mundo de Vidro” em 2001.

Como começou a turnê literária? Da onde venho a ideia e como se sente com este novo projeto?

A ideia veio da Adriana Brazil, de reunir uma série de autores de diversos cantos do país para, juntos, divulgarem seus trabalhos e a literatura nacional. Gosto demais desta ideia de que podemos nos ajudar, afinal de contas as experiências são parecidas, sofremos e batalhamos pelo mesmo objetivo. Não acho que haja concorrência neste meio, há público para todo mundo. Então, fazermos juntos é mais fácil do que fazer sozinho. São excelentes escritores e grandes amigos. Não tem como não ser bom.

Como são esses encontros? O que acontece? E como é a recepção do publico?

Sempre falamos dos nossos livros, de literatura em geral, fazemos sorteios, interagimos com o público. A receptividade é ótima e cada vez fazemos mais amigos leitores.

Fale um pouco sobre o entrosamento do grupo. Já pensaram em escrever algo juntos?

Eventualmente a gente levanta esta bola e pensa em fazer algo juntos. Acho que será algo natural, que pode acontecer no momento oportuno. Como cada um tem seus projetos, ainda é um pouco complicado parar para se dedicar a um exclusivo da turnê. Mas em todos os encontros acabamos sentados em algum lugar, falando de nossas histórias, dando risadas e viajando em ideias que podem dar ótimos livros.

O que você acha da literatura nacional atualmente?

Acho que é um momento especial. Nunca se viu tantos novos autores, tantos eventos de literatura, tanto interesse por parte dos leitores. Há o velho preconceito ainda, mas que vai sendo quebrado aos poucos. É um processo natural e que vai se expandir a cada dia. Não tem mais volta. O que temos é que aproveitar a “onda” e surfar nela de forma tranquila e com o pé no chão. O público vai reconhecer quem são os bons.

Sabemos que os brasileiros ainda preferem a literatura estrangeira. Na sua opinião, por que há tanto preconceito com a literatura nacional?

Acho que há muita culpa em nós, escritores em geral. Isso só será quebrado com bons livros, bem estruturados, com personagens consistentes, tramas envolventes passadas aqui no Brasil mesmo. Grandes livros atraem grandes leitores. É assim a vida. Escrevamos melhor, divulguemos de forma profissional, e o público virá.

Fale um pouco sobre você e seu(s) livro(s).

Tenho três livros publicados: “O Mundo de Vidro”, “Ainda não te disse nada” e “O Rosto que Precede o Sonho”. São romances românticos, têm um pouco de humor, falam de coisas cotidianas, passam-se no Brasil, com personagens brasileiros. Sempre fui fã de comédias-românticas, e tento escrever como se o leitor estivesse assistindo a um filme. Coloco canções como trilha-sonora. Se o leitor sair leve do livro, então terei cumprido a missão. Sobre mim? Ah, meus livros dizem tudo o que sou.

Um trecho do “O Rosto que Precede o Sonho”:

Aurora foi até lá. Na parede onde outrora esteve a foto do Sting, havia, agora, um grande quadro horizontal de vidro prensado. Do lado esquerdo, o “White Album” dos Beatles. Do lado direito, o “Black Album”, do Metallica. No meio, o disco cinza. Embaixo dele, a frase: A resposta à pergunta “o que faço aqui neste mundo” mora em algum lugar entre os Beatles e o Metallica – Tomas Ventura.”

Deixe uma mensagem para aqueles que estão em busca de seus sonhos como escritores.

Vivam intensamente cada uma das histórias que contarem. Sejam o personagem, escutem as canções que têm a ver com o livro, visitem os lugares onde a história se passa. No final das contas, o que fica é isto, a experiência que você tira do próprio livro que escreveu. O resto é apenas consequência.



Site do autor

Um comentário:

Gleize Costa disse...

"No final das contas, o que fica é isto, a experiência que você tira do próprio livro que escreveu. O resto é apenas consequência."

O que posso dizer de uma entrevista tão especial como esta? Só posso dizer que adorei, e que entrevistas assim me enriquecem ainda mais como pessoa e como escritora.

Beijos e mais beijos...

http://gleizecosta.blogspot.com.br/

 renata massa