31 de outubro de 2012

Entrevista com Samanta Holtz


           Olá meus queridos! Convido você a preparar o seu sofá e aquele cafézinho e mergulhar
comigo nesse bate-papo com a querida autora, 
Samanta Holtz. Um doce de pessoa!

Quem é Samanta?

Sou uma pessoa feliz, de bem com a vida e muito grata a Deus por todas as coisas maravilhosas que Ele traz à minha vida, mesmo aquelas que, no momento em que acontecem, eu não sei entender o motivo. Acredito que tudo tem sua forma e hora certa para acontecer, e temos que ter fé e acreditar que serão sempre para o nosso aprendizado e evolução. Amo a natureza, os animais, as pessoas... gosto de conversar, conhecer histórias e, quando era mais nova, meu pai me chamava de “psicóloga” das minhas amigas (risos). Não é à toa que o nome “Samanta” significa “a ouvinte”! Sou apaixonada por livros e, desde que me entendo por gente, amo escrever! A data do meu nascimento explica muita coisa, pois nasci justamente no Dia Mundial do Livro (23 de abril).


Como você se apaixonou pela escrita?

Escrever é uma paixão que me acompanha desde a infância. Meus primeiros rabiscos começaram aos sete anos de idade, quando eu criava histórias em quadrinhos! Meu sonho, nessa época, era um dia trabalhar com o Mauricio de Souza. Continuei com os quadrinhos e, aos poucos, evoluíram para poesias, contos, reflexões... eu lotava cadernos e cadernos com meus pensamentos! Então, aos 14 anos, comecei a escrever uma história no final de um velho caderno que cresceu, cresceu, cresceu e acabou se tornando meu primeiro romance, chamado “Renascer de um Outono”.


Qual foi o primeiro texto que escreveu?

Não me lembro do primeiro texto propriamente dito... tenho vários soltos nos cadernos e contracapas de apostilas da escola. Guardo todos os que encontro para passar a limpo, qualquer hora, pois não podem se perder! Outros estão com minhas professoras do primário, pois eu costumava escrever historinhas e dar-lhes de presente.


Qual a maior dificuldade que encontrou para se tornar uma escritora?

O mais difícil não é o ato de escrever, mas conseguir espaço no mercado literário. Obter a aprovação de uma boa editora já é difícil! Depois que conseguimos, ainda existe o longo caminho a ser seguido para conquistarmos leitores, fazermos com que conheçam nosso trabalho e, ainda, interessem-se por ele. É a dificuldade enfrentada pela maioria dos iniciantes em qualquer área artística, eu acredito. E é por isso mesmo que precisamos ser apaixonados por aquilo que fazemos; não podemos escrever pensando em fama, dinheiro ou algo parecido. Precisamos escrever porque é o que amamos fazer! O bom resultado será consequência e reconhecimento natural de um trabalho bem feito.


Qual sua inspiração na vida?

Tenho exemplos em minha família que me inspiram muito. Um deles é o meu pai, que teve uma infância humilde e precisou até mesmo parar de estudar para trabalhar com o pai. Mesmo com as dificuldades, ele correu atrás dos sonhos dele e conseguiu começar uma empresa de tapeçaria com o irmão. No começo, eles levavam e traziam sofás para reforma em carrinhos de mão. Hoje, graças a Deus e aos esforços deles, a empresa cresceu e é bem-sucedida, e meu pai se orgulha da trajetória que percorreu até chegar a este momento. Tenho um orgulho enorme dele, da garra que ele teve a vida inteira (e ainda tem) e de como soube usar sua inteligência para o bem. Outro exemplo de ser humano é minha falecida avó Irma. Ela viveu vários anos enfrentando o câncer e, mesmo nos momentos mais difíceis da doença, eu nunca a vi resmungar ou reclamar. Carrego a imagem serena e sorridente dela em meu coração como um lembrete constante de jamais reclamar, por pior que esteja a situação. Em vez de praguejar, vou atrás e faço o que for possível para resolver!


Dos livros que já leu qual o personagem que mais te marcou.

Fiquei encantada com a personagem Pollyanna (dos livros “Pollyanna” e “Pollyanna Moça”, de Eleanor H. Porter). Ela tem uma simplicidade e um otimismo tocantes, e penso que todos teriam muito a aprender com ela – especialmente nos dias de hoje, em que o pessimismo impera de forma tão predominante!

Conte um pouco sobre seus livros: O pássaro e Quero ser Beth Levitt. 

São duas histórias totalmente diferentes uma da outra – e, ainda assim, igualmente marcantes, para mim. 

“O Pássaro” conta a história de Caroline Mondevieu, filha de um grande barão do século XIII que é contra as convenções da época e não admite que as mulheres não possam tomar decisões sobre suas vidas. Tem um temperamento ousado, tempestuoso e teimoso! Quando o pai anuncia um casamento arranjado, ela se rebela e decide que quer fugir daquela vida. É nesse ponto que encontra Bernardo, um domador de cavalos das suas terras com quem discute o tempo todo. No entanto, compartilham o mesmo sonho da liberdade e, se quiserem alcançá-lo, terão que superar suas diferenças e unir forças.

Um trecho do capítulo 2, diferenciando Caroline da irmã, Elizabeth:

“Elizabeth era totalmente subordinada às ordens e decisões do pai, enquanto Caroline o desafiava de uma maneira que o intrigava. Não mais ousava contestá-lo verbalmente, após aquele lamentável episódio, mas lançava um olhar fulminante que já deixava prevista a desobediência, fazendo o velho barão levar a mão à cabeça e pensar: Onde foi que ela aprendeu a usar os olhos desse jeito?”


Já em “Quero ser Beth Levitt”, a protagonista é uma doce bailarina chamada Amelie. A história se passa nos dias atuais e começa no décimo oitavo aniversário de Amie, quando ela está partindo do abrigo de meninas onde viveu desde os 12 anos, quando ficara órfã. Ela está sempre acompanhada do romance que sua mãe lia para ela. O livro, chamado “Doce Acaso”, contava a história de Beth Levitt, que, como ela, era apaixonada por balé e via a vida mudar de uma hora para outra ao conhecer o príncipe acidentalmente. Amie deseja que sua vida possa ser como a de Beth e, ao soprar as velinhas da sua maioridade, não tem dúvidas quanto ao pedido: “Quero ser Beth Levitt”! Surpresas e coincidências guiarão sua vida no mundo fora do abrigo, do qual ela pouco conhece, onde ela se envolverá com o mundo das celebridades e conhecerá a amizade, a inveja e o primeiro amor.


Este trecho, do primeiro capítulo, mostra a relação dela com a história:

“Acarinhou a capa do livro e sorriu. Para ela, Beth se tornara mais que a simples concepção de um escritor; era sua companheira, sua referência, sua melhor amiga. Gostava de pensar que sua vida seria como a dela: mudanças inesperadas, um príncipe apaixonado e o desfecho digno de contos de fadas.”


E este relata o momento em que ela, enfim, deixa o abrigo:

“Mais tarde, naquele dia, Amie atravessou as portas do abrigo para uma saída sem retorno. Ficou parada no patamar, segurando a pesada mala numa das mãos e uma caixa debaixo do braço.
(...) Olhou para trás e viu as amigas de todos aqueles anos ainda chorando, pedindo que as visitasse sempre. Mas ela sabia que, por mais que o fizesse, sua vida jamais seria como antes. Nunca mais as confidências no meio da noite. Nunca mais o quarto escuro, a janela
emperrada, os lençóis com cheiro forte de umidade. Nunca mais as batidas regulares do relógio antigo da sala. Nunca mais o aguardar ansioso por aquele aniversário.
Era chegada a hora de cuidar de si mesma, assumindo as rédeas da sua própria vida. Desceu o primeiro degrau em direção à rua, sentindo que, naquele instante, sua vida se rachava dolorosamente num terceiro pedaço.”

Como surgiu a ideia para escrevê-los?

As primeiras inspirações para “O Pássaro” começaram nas aulas do Ensino Médio, quando eu aprendi sobre o Feudalismo (época na qual se passa a história). Deixava a imaginação divagar, pensando em como seria a vida de uma garota determinada e independente, naquela época... em como seria viver um amor proibido! Aos poucos, Caroline Mondevieu foi nascendo.

Quanto a “Quero ser Beth Levitt”, não sei de onde veio a inspiração (igual em meus outros livros). A “sementinha” da ideia nasce do nada e, quando percebo, já tomou forma e criou vida!! Algumas cenas que idealizo e “guardo na gaveta” vão crescendo sozinhas e, quando percebo, já tenho fragmentos prontos de histórias se formando! Realmente, é difícil, para mim, dizer onde ou como começaram as ideias dos meus romances!!!


Deixe uma mensagem para aqueles que estão na luta pelos seus sonhos.

Quero dizer a vocês que não esperem um caminho fácil e descomplicado, aprovações imediatas e sucesso absoluto logo no começo. O caminho na busca por um sonho – e também em sua construção – é cheio de desafios e momentos que nos fazem, por vezes, querer desistir. Acredito que seja assim para que só consigam atravessá-los aqueles que realmente AMAM aquilo que estão buscando...
Você não enfrentaria uma correnteza para pegar um galho de árvore que caiu no meio do rio. Mas não pensaria duas vezes em fazê-lo se quem estivesse lá, se afogando, fosse alguém que você ama. A travessia desse caminho em busca do sonho é mais ou menos igual; é difícil? É. Você, provavelmente, enfrentará derrotas e decepções, tentativas frustradas, mas isso não quer dizer que deu errado. Quer dizer que ainda não era o momento certo, que ainda há uma oportunidade melhor esperando por você e você, também, ainda tem algo a melhorar ou aprender antes de se realizar.
Hoje, quando olho para trás, agradeço cada “não” que recebi das editoras, pois, embora sonhasse muito com a publicação, hoje eu vejo que ainda não era a hora certa. QUE BOM que eu só consegui agora!!!
Então, conforme sua fé, acredite em Deus, no destino, na vida... reze para que Ele o coloque no caminho certo e JAMAIS desanime. Se a sua vontade em conquistar o que está do outro lado da travessia é realmente grande, você, com certeza, irá vencer!!!

Samanta Holtz
Escritora
Blog: www.samantaholtz.blogspot.com 
Twitter: www.twitter.com/samantaholtz
Skoob: www.skoob.com.br/usuario/380134

.:. Autora do romance O Pássaro (editora Novo Século). Conheça:
Skoob: www.skoob.com.br/livro/194449
Facebook: www.facebook.com/opassarosamantaholtzLeia o primeiro capítulo: http://issuu.com/novoseculo/docs/o_p_ssaro
Compre o seu! 
http://www.samantaholtz.blogspot.com/p/compre-o-passaro.html


5 comentários:

Denise Beliato disse...

Amei essa entrevista. A Samanta passa um ar de uma pessoa meiga e carismatica. Ainda não li o livro dela O passaro, deve ser maravilhoso, mas estou super curiosa com o Quero ser Beth Levitt.
Sou um dia mais nova que ela :) Nasci 24/04/1987

edumanes disse...

Gostaria de ser
Por ela entrevistado
Seria para mim um prazer
Estar nesse sofá sentado!

Com uma menina tão bela
Responder às suas palavras
E o olhar nos olhos dela!

Bom feriado para você,
amiga Sônia Amorim,
beijinho
Eduardo.

António Jesus Batalha disse...

Meu nome é António Batalha, estive a ver e ler algumas coisas de seu blog, achei-o muito bom, e espero vir aqui mais vezes. Meu desejo é que continue a fazer o seu melhor, dando-nos boas mensagens.
Tenho um blog Peregrino e servo, se desejar visitar ia deixar-me muito honrado.
Ps. Se desejar seguir meu blog será uma honra ter voce entre meus amigos virtuais, decerto irei retribuir com muito prazer. Siga de forma que possa dar com seu blog.
Deixo a minha benção e a paz de Jesus.

Samanta Holtz disse...

Querida Joice!

Quero agradecer por sua entrevista, pelas perguntas cuidadosas e pela forma tão carinhosa que se referiu a mim para divulgá-la!!!

Você é muito querida :)


Um grande beijo em seu coração, e espero que essa entrevista realmente toque o coração dos seus leitores!

Beijos, beijos, beijos...

Samanta <3

Pri disse...

Que entrevista perfeita!!!!
Virei fã da Samanta agora!

 renata massa