Uma história em quatro mãos - Laços do coração
Rodrigo não
conseguiu dormir naquela noite. Não estava com problema de insônia e nem
preocupada com nada, muito pelo contrário estava simplesmente inspirado em
compor, e quando essas raras oportunidades chegavam na calada da noite, sabia
que tinha que aproveitar. Pois sua vida era feita de altos e baixos, então os altos tinham que compensar os baixos.
Suspirou
profundamente com o violão em seu colo. Seus pensamentos vagavam na conversa
que teve com Mel horas atrás, sabia que toda essa espera, em falar com ela
tinha valido a pena. Ela era realmente incrível mesmo com suas complicações.
Mas sabia que ela tinha razão, teriam que ir com calma, ambos ainda tinham
coisas para resolver do seu próprio passado e sabiam disso.
Guardou seu
violão e olhou para o relógio assustado. Cinco da manhã. O que iria fazer a
essa hora? Dormir sabia que não adiantaria. Ficou andando de um lado para o
outro sem saber o que fazer e ao mesmo tempo não conseguindo ficar parado,
estava realmente elétrico, algo raro de acontecer.
Passou a
mão na cabeça enquanto pensava sem parar, seus olhos brilharam de repente e
então entrou no quarto de Caio.
_ Caio!
Acorde!
_ O que
foi? – Ele resmungou meio confuso e perdido.
_ Preciso
da sua ajuda.
Caio estreitou
os olhos encarando o amigo.
_ Ajuda? O
que aconteceu? – Foi despertando e logo percebeu o semblante estranhamente
diferente de Rodrigo _ O que aconteceu?
_ Vem que
eu te explico. Vou colocar a água pra fazer café.
Caio ergueu
da cama observando o amigo saindo do quarto. Então lembrou da noite anterior.
Rodrigo havia saído sem falar nada e voltou quase uma hora depois com o sorriso
de orelha à orelha. Não disse nada, apenas sorria sem motivos. Conversaram até
de madrugada e então do nada ele começou a tocar violão. Para sua sorte Caio
gostava de música e acabou pegando do sono ao embalo das notas tocados pelo
amigo. Mas se não fosse assim ele iria escutar...
Dessa fez era
Caio que estava com o sorriso de orelha à orelha. De tarde olhava a todo
instante o relógio. Seu patrão achou graça do jeito dele.
De repente
Mel e Juliano entraram na Luteria também sorridentes.
_ E ai,
preparado? – A amiga perguntou aproximando-se.
_ Claro,
você conseguiu falar com a Dora? – Pediu preocupado.
_ Sim, ela disse
que vai nos encontrar lá. Tudo bem? – Mel percebeu que o semblante de Caio
havia mudado quando mencionou que Dora iria só mais tarde.
_ Ah...
É... Tudo - Olhou no relógio mais uma vez _ É melhor irmos, quero chegar cedo.
O Rodrigo ficou de me encontrar lá.
Juliano
apenas observou a irmã quando Caio mencionou o nome daquele que não queria ver
nem pintado de ouro. Apenas iria junto por insistência da irmã e por Caio que
desde o começo foi um bom amigo.
Em menos de
uma hora Juliano, Mel e Caio estavam embarcando no táxi junto com os
equipamentos de Caio.
_ Espere...
– Ele escutou alguém gritar e antes que vira-se reconheceu aquela voz que tanto
quis ouvir aquele dia.
_ Dora? –
Seu coração ficou suspenso no ar quando seus olhos se encontraram.
_ Pelo
jeito consegui chegar a tempo para pegar uma carona – Riu nervosa, nem saber o por
que.
Caio ficou
mudo, apenas observando-a. Ela estava linda, seus cabelos estavam soltos e sedosos.
Aproximou-se para dar um beijo em sua bochecha e sentiu um aroma indecifrável.
Não sabia se vinha do seu cabelo ou do toque de sua pele ou...
_ Nervoso?
– Ela sussurrou enquanto ele ainda beijava a sua bochecha, o que causou um
tremor nele, já que seus lábios estavam próximos de seu ouvido.
Continuou
em silêncio e afastou-se um pouco dela. Observou-a por mais alguns instantes.
Estava com um vestido azul turqueza, solto que marcava apenas a sua cintura, e
combinava perfeitamente com ela. Não apenas em sua aparência, mas também com a
pessoa que era. Ela era mais forte do que imaginava e ao mesmo tempo tão doce
e...
_ Incrível!
Dora o
encarou não entendendo o que ele estava falando _ Incrível?
_ Caio,
vamos! – Mel gritou de dentro do carro _ E Mel, aonde você conseguiu se
produzir se não estava em casa?
Ela deu de
ombros para a amiga _ Ser babá tem suas vantagens! - E entrou no táxi, sentando
ao lado de Mel.
Caio
finalmente despertou de seus devaneios. Olhou para Dora sem graça e então entrou
no carro em silêncio.
Não estava nervoso pela noite que viria, mas pela presença de
Dora. O que o deixava ainda mais intrigado.
Assim que
pisaram na lanchonete onde Rodrigo e Caio se apresentariam, Mel percorreu os
olhos pelo lugar praticamente vazio. O lugar aparentava ser maior naquela hora.
Tinha um estilo rústico, tanto na decoração como nas mesas e cadeiras. Isso só
acrescentava ainda mais o charme nas noites de Sextas, quando Rodrigo era o
centro das atenções com seu violão e aquela voz grave e encantadora.
Sem sinal dele. Mel concluiu. Percebeu
pelo canto do olhar que Juliano apenas a observava, provavelmente esperando
alguma reação dela assim que visse Rodrigo.
_ Vai com
calma, você não pode mandar nos meus sentimentos.
_ Mas posso
ficar de olho – O irmão respondeu cruzando os braços como se fosse um guarda
costa apenas esperando o momento certo para atacar.
Caio com a
ajuda de Dora trouxe o teclado e o pedestal. Em silêncio ajeitaram as coisas.
Mas esse silêncio não for algo normal entre eles. As discussões pararam há
semanas e agora entrou um clima que ambos desconheciam. Caio volta e meio a
olhava com o canto do olho. Dora por sua vez, também e quando sem querer seus
olhares se cruzaram apenas sorriam sem graça e desviavam rapidamente.
Mel e
Juliano acharam graça ver os dois daquele jeito.
_ Qual o
problema do Rodrigo em os dois quererem sair? – Juliano perguntou de repente.
Realmente ele não descansava em querer saber cada detalhe do pretendente da
irmã.
_ Ele
apenas se preocupado que Caio possa machucar a Dora, ainda mais agora que ela
está mais frágil.
Juliano não
disse nada, continuo observando os dois _ Ela é muito forte.
_ É sim,
mas acho que ela não sabe disso.
_ Boa
noite! – Uma garçonete os interrompeu e sorriu, em seguida entregou dois
cardápios para os irmãos _ Fiquem a vontade! Qualquer coisa é só me chamar.
Naquele
mesmo instante enquanto Juliano lia atentamente o cardápio Rodrigo apareceu.
Mel não conseguiu disfarçar o seu sorriso e nem o gesto que fez em seguida. Levantou
da cadeira e foi em sua direção. Antes que Juliano pudesse se dar conta do
ocorrido Bia apareceu do seu lado com um vestinho que a deixou deslumbrante e
Juliano de queixo caído. Os cabelos estavam presos num coque moderno mostrando
ainda mais os traços de seu rosto e com aquele vestidinho demonstrava que seu
corpo estava na medida certa. Ela não estava vulgar, apenas muito atraente.
Rodrigo
percebeu a cena de Juliano e Bia, e assim que Mel aproximou-se dele ele a pegou
pelas mãos e a levou aos fundos da lanchonete, onde ninguém os incomodaria.
Ele
abraçou-a fortemente e Mel sentiu aquela aroma que tanto gostava. Não apenas
daquele perfume amadeirado, mas dessa junção com o toque da sua pele. Sentia o
coração dele bater mais rápido com a sua aproximação.
_ Essa
noite é pra você! – Ele sussurrou fitando-a intensamente e então beijou sua bochecha
pertinho de sua boca. Mel fechou os olhos e suspirou, como queria sentir
aqueles lábios novamente nos dela. Sabia que ela havia pedido para Rodrigo não
fazer isso, mas agora tudo o que queria era beijá-lo. Entretanto antes que
fizesse uma loucura ou que Juliano aparecesse e os pegassem em flagrante ela se
afastou.
Rodrigo
nada disse, apenas sorriu compreendendo-a. Passou a mão por seu rosto delicado
e voltou ao palco.
Mel
respirou fundo se recompondo e voltou para perto de Juliano que surpreendentemente
estava com a atenção toda voltada para Bia que não parava de falar, como
sempre.
Aos poucos
as pessoas foram chegando e Caio começou a primeira música, tocando
perfeitamente como só ele sabe fazer e então Rodrigo entrou misturando o som do
violão com os dedilhado do teclado. Caio estava todo alegre em poder fazer o
que tanto ama e Rodrigo estava um pouco nervoso, se preparando para a próxima
música.
_ Essa vai
para uma pessoa muito especial que abriu os meus olhos para a vida.
Mel,
Juliano, Dora e Bia se entreolharam. Não precisavam dizer nada, sabia para quem
seria. Agora Mel havia compreendido o por que de Rodrigo falar que essa noite seria
para ela.
Um toque
suave começou a ser tocado, uma introdução linda e serena tocado por Caio. Aos
poucos o violão foi entrando na música até que tivessem uma sintonia perfeita e
então Rodrigo começou a cantar:
Estava vagando pela
vida
Outono e inverno era o
que tinha
Mas então encontrei um
olhar,
Algo tão puro que nem
podia imaginar
Seus olhos de Mel
Seus cabelos brincam
comigo
Fazendo-me crer que a
primavera chegou
Seu sorriso
Ilumina meus dias
O seu jeito de ser
Atrai o meu coração
Sem explicação

Uma moça entrou no palco tocando de uma forma única, seus
movimentos eram tão fortes e profundos como aquela música. Os movimentos do
violino se mesclavam com a delicadeza daquela melodia.
Sem explicação
O seu jeito de ser
Atrai o meu coração...
Sem explicação
Rodrigo
fitou Mel assim que a última nota do foi tocada. Ela estava sem palavras,
lágrimas desciam pelos seus olhos de fascinação. Tentou sorrir, mas não
conseguiu, estava emocionada demais para isso.
Antes que ambos pudessem se olhar
um pouco mais, os clientes da lanchonete levantaram-se e bateram palmas sem
parar, assoviando e pedindo bis. Nunca viram algo tão belo. Realmente a música
surpreendeu a todos que estavam lá.
Caio ficou
tocando uma música enquanto Rodrigo foi tomar um pouco de água. Ansiava em poder
ver Mel de perto, saber o que achou. Passou a madrugada inteira preparando
aquela música, até fez Caio levantar mais cedo para poder apresentá-la. Além de
ter conseguido a ajuda inesperada da sobrinha do patrão de Caio para tocar o
violino.
Havia muita
gente e estava difícil encontrar Mel. Conseguiu avistar Juliano mas ela não
estava do seu lado. Foi então atrás da lanchonete onde tinham se encontrado
antes, provavelmente estaria lá, mas estranhamente encontrou quem não esperava.
_ Rebeca? O
que você faz aqui?
Ela o fitou
seriamente _ Precisamos conversar.
_ Não, não
precisamos e não quero. Você já disse o que precisava agora me deixe em paz.
_ Rodrigo é
pelo bem do seu irmão.
Ele não
respondeu continuou encarando sua ex-noiva furiosamente. Odiava ter que se
lembrar dessa parte de seu passado nem tão distante e quando tocava no nome do
seu irmão então, o deixava transtornado, não apenas por ele ter o magoado, mas
por que eram melhores amigos e apesar de tudo sentia falta dele.
_ Eu errei
com você Rodrigo e seu irmão também. E isso tortura a gente todo santo dia. Você
pode me odiar para o resto da vida se quiser, mas eu só peço que perdoe o seu
irmão, não é por mim, é por ele. Vocês eram muito ligados e desde que tudo isso
aconteceu ele está cada vez mais deprimido.
Rodrigo
soltou um suspirou _ Se eu fizer isso vocês vão me deixar em paz?
Rebeca fez
que sim com a cabeça. Ela não parecia bem, estava estranhamente abatida e muito
magra. Ficou preocupado por um momento, mas para acabar de uma vez com esse
assunto ele não disse mais nada, apenas virou para voltar para a lanchonete,
mas à sua frente estava Mel de braços cruzados num semblante indecifrável.
_ Ela tem razão. Você precisa
perdoar o seu irmão.
Rodrigo
arregalou os olhos ao ouvir aquilo da boca de Mel. Ela sabia de tudo o que
aconteceu e como esse assunto era delicado e o quanto ele sofria. Porque ela
estava dizendo aquilo?
Mel
percebeu que ele ficou assustado e então tocou em sua mão _ É por você, por nós
Rodrigo. Como podemos ir adiante se você não conseguiu perdoar seu irmão e a
sua ex?
Ele engoliu
seco e suspirou pesadamente. Foi como se jogassem um balde de água fria nele.
Rodrigo abanou a cabeça e soltou a mão de Mel saindo pelo outro lado, sem falar
com mais ninguém. Estava mais do que transtornado, estava confuso e com raiva.
Depois de passar o dia inteiro se preparando para apresentar essa música, essa
declaração é assim que ela age? Deveria ficar do seu lado e apóia-lo.
Ele foi enganado, Ele foi traído,
Ele foi humilhado, pelo seu próprio irmão, pela mulher que amava. Qual era a da
Mel? Como se fosse fácil poder perdoar, esquecer e continuar a vida como se
nada tivesse acontecido?
Não, não, não, não... Qual é a dela?
Depois de
andar um quarteirão ele sentou na escadaria de uma igreja que estava fechada.
Respirou fundo para tentar se acalmar, mas a sua vontade era de socar o seu
irmão por ter feito aquilo com ele. Fechou seus olhos por um momento e sem que
espera-se flazes do passado vieram a tona.
Era véspera
de ano novo, todos estavam comemorando, faltavam três horas para a virada do
ano. Seu irmão há dias estava deprimido por conta de um relacionamento que não
deu certo, mas com a sua chegada havia melhorado e muito. Agora estava ao seu
lado tomando champanhe – antes do tempo – sem parar. Falava, ria e abraçava o
irmão.
Rodrigo havia ido ao mercado
24horas a pedido da mãe, para comprar algumas coisas que faltaram de última
hora para a ceia. Assim que voltou encontrou seu irmão e Rebeca em seu quarto
dando uns amassos. Não disse nada na hora, pois ficou confuso. Primeiramente
colocou a culpa na bebida, por que sabia que ambos estavam tomando muito, mas
então no outro dia quando eles estavam são
os encontrou no bosque perto da cada de sua mãe. Estavam escondidos entre os
arbustos e com um cobertor ao chão...
Rodrigo engoliu em seco, não
acreditando naquilo que seus olhos estavam vendo. Ficou em silêncio, apenas observando
até onde eles seriam capazes de ir. Mas não pararam e agoniado como estava
gritou _ Chega!
Rebeca e o irmão assustaram-se com a sua voz. Olharam para
ele totalmente desconcertados.
Rodrigo saiu do bosque, saiu da
casa da mãe, saiu daquela cidade e nunca mais pisou naquela terra, nunca mais
falou com Rebeca e seu irmão até algumas semana atrás quando os encontrou na
cafeteria.
Por que
esse pesadelo voltou? Por que teve que lembrar de tudo aquilo? Por que essas
lembranças vieram de repente? Rodrigo não entendia o que estava acontecendo.
Alem de carregar a dor de ser traído, agora até a própria Mel pareciam
acordá-lo para essa realidade. Era injusto... Confiou nela e agora...
Rodrigo
deixou que seus pensamentos vagassem por mundos desconhecidos e até conhecidos,
para ver se encontrava alguma solução para o seu problema, ou se pelo menos
consegui-se se acalmar.
Continuou
sentado observando aquela pequena praça, não havia ninguém lá. Era feita de uma
área com muito verde, flores e árvores, além de bancos ao redor e então bem no
meio dela, na parte mais elevada, havia uma cruz grande. Um cenário perfeito
com a igreja logo atrás. Era um lugar tranquilizante.
Sem que percebe-se Rodrigo
encarou aquela cruz e as indagações e os pensamentos de antes voltaram. Ele foi
enganado, Ele foi traído, Ele foi humilhado, pelo seu próprio irmão, pela
mulher que amava.
Então
percebeu algo que o deixou atordoado. Conhecia a história sobre Jesus o
suficiente para saber que ele também fora traído, humilhado, enganado,
abandonado...
E olhando para aquela cruz não pode deixar de perceber que
suas vidas de juntaram naquele momento. ELE sofreu tudo o que estava sofrendo,
e com certeza muito mais. Rodrigo conhecia muito das histórias bíblica e
acreditava em Deus, mas era a primeira fez que começou a sentir algo mais
profundo em relação a Ele.
Ele sentia
as suas dores, Ele sentia as suas mágoas, Ele sentia a sua humilhação, Ele
sentia a dor da traição, Ele sentia a dor do abandona, Ele sentia tudo o que
estava acontecendo com ele... Quantas vezes já fizeram isso com Ele? Suspirou fundo ao perceber a resposta. Todo
dia alguém acaba rejeitando a Ele, a cada dia alguém o ignora, o traí
preferindo outras coisas, acreditando em outras coisas mesmo sabendo da
verdade. A cada dia alguém acaba o abandonando, rejeitando todas as bençãos que
Ele quer dar. E a cada dia pessoas se arrependem de tê-Lo traído, humilhado,
abandonado... E a cada dia Ele as perdoa, por que as ama.
Rodrigo
abanou a cabeça enquanto as lágrimas desciam sobre a sua face. Como Ele poderia
perdoar? Como Ele conseguia? Se no novo dia vão acabar errando? Por quê? Como?
Ele
aproximou-se da cruz e a encarou de perto _ Como você consegue nos perdoar?
_ Por que
Ele escolheu nos amar Rodrigo. Não importa se vamos pecar de novo, Ele sabe se
o nosso arrependimento é verdadeiro, e isso basta. Ele sabe que somos fracos,
que mesmo tentando não cometer o erro acabamos fazendo.
Rodrigo
reconheceu a voz de Caio, mas não o encarou. Continuou fitando aquela magnífica
cruz. Por que mesmo conhecendo tanto a história sobre Jesus, só agora estava
sentindo isso? Algo inexplicável, como se precisasse que alguma coisa o
preenche-se, sentia necessidade de se aprofundar neste novo sentimento. Queria
conhecer mais sobre esse Deus que perdoar mesmo que não mereçamos.
As lágrimas
continuaram a sair desesperadamente e Rodrigo se viu ajoelhado perante àquela
cruz e chorou. Chorou como há tempo precisava. Chorou todas as lágrimas que
ainda não haviam sido derramadas. Chorou como uma criança que necessitava tanto
do cuidado do Pai, mas se recusava. Chorou por que era homem e reconhecia essa
necessidade, como todo ser humano.
Depois de
muito tempo, mais calmo, sentou e suspirou limpando as lágrimas, e pediu apenas
uma coisa _ Me ajude a ser como você é!
Um comentário:
Olá!!!, Deus te abençoe, amiga resenha muito boa, o seu blog é ótimo sucesso, já estou te seguindo, Aguardando Retribuição.
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